13 razões para assistir American Horror Story

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Sim, eu sou apaixonada por horror e suspense e, nos últimos anos, a televisão finalmente aprendeu a respeitar o gênero, dando destaque para séries como The Walking Dead e Hannibal, que exploram o que há de mais sombrio na alma humana e no sobrenatural. Para mim, o surgimento de American Horror Story foi um marco desta jornada. Explorando diversas facetas do horror com o formato de Antologia – temporadas com histórias diferentes – a série me conquistou pelo respeito que mostra aos clássicos em sinergia com uma linguagem contemporânea. Se você ainda não descobriu essa obra prima da televisão americana, me deixe tentar convencê-lo a tentar com essa pequena lista de motivos para fazê-lo:

1. A TRILHA SONORA: Para quem ainda não sabe, os criadores de AHS são os mesmos criadores de Glee. Antes que isso faça você desistir de vez, esse argumento é apenas para explicar que estas pessoas valorizam – e muito – o poder da música como catalizadora. Em Murder House, temos uma forte influência de trilhas de filmes clássicos de terror, como Psicose e O Drácula de Bram Stoker. Em Asylum, o poder da música está no clássico belga “Dominique”. Em Coven, praticamente todos os espisódios contém ao menos uma música de Stevie Nicks, chamada de Bruxa Branca. Em Freak Show, os artistas performam versões de músicas modernas de artistas que foram considerados “freaks” pela crítica e pelo público. Absolutamente impossível não se render a estas trilhas e o poder delas dentro de casa cenário pintado por AHS.

2. ABERTURAS: Alguns amigos meus afirmam sentirem medo das aberturas de AHS. Todas elas cuidadosamente desenvolvidas de acordo com cada tema, sob uma música sombria e provocativa. Os produtores já declararam que a direção de arte de cada temporada é pensada cuidadosamente para revelar pequenos segredos da história correspondente e os fãs não se cansam de investigar cada frame em busca dessas dicas assim que a abertura é lançada – normalmente algumas semanas antes de sua season premiere.

3. TEASERS: Alguns meses antes da estréia oficial, começam a sair os teasers da temporada correspondente. Raramente são utilizados os próprios atores e nunca aparecem cenas oficiais, mas a direção de arte é sempre primorosa e oferece pequenas provocações que acabam sendo relevantes na temporada como um todo.

4. DICAS: À medida que cada temporada vai passando, são inseridas pequenas dicas no roteiro american-horror-story-top-hat-clue-2-1421939352sobre o tema da temporada seguinte, o que deixa os fãs ligados em absolutamente todos os detalhes que a série oferece. Em Murder House, a principal dica veio por meio de uma médium afirmando que hospícios são lugares que carregam muita energia sobrenatural. Em Asylum, o demônio toca a música “I Put a Spell on You” já insinuando o tema de bruxas. Em Coven, as aprendizes constantemente afirmam que o mundo é um “Show de Horrores”. Em Freak Show, uma cartola aparece em diversos episódios como referência ao código de vestimenta dos hotéis do início do século passado.

american-horror-story_5-Patti5. BROADWAY: Em razão da relação dos produtores com a música, alguns convidados
especiais surgem diretamente dos principais palcos do mundo e, contra tudo que se espera, esses convidados não fazem números musicais. Em Coven, Patti LuPone vive uma católica fervorosa e, em Freak Show,  Patti LaBelle vive a empregada doméstica de Frances Conroy e rouba a cena toda vez que aparece, mesmo sem usar aquele famoso vozeirão nehuma única vez em cena.

242A991E00000578-0-image-a-11_14190063279756. CONVIDADOS ESPECIAIS: Além dessas musas da Broadway, a série conta também com diversas participações especiais de curta duração. Franka Potente vive Annie Frank em Asylum por apenas 2 episódios. Em Coven, além da aparição macabra do maravilhoso Lance Reddick como Papa Legba, temos a participação de Stevie Nicks como ela mesma. Já em Freak Show, Neil Patrick Harris traz uma atuação deliciosamente doente. E estes são apenas alguns dos exemplos.

7. RESPONSABILIDADE SOCIAL: Sem abusar da demagogia, a série traz à tona diversos assuntos controversos, explorando de forma igualmente sutil e agressiva alguns temas polêmicos que parecem inseridos na época em que se passam as histórias mas que ainda hoje são socialmente relevantes. Além de trazer a maravilhosa Jamie Brewster, atriz com Síndrome de Down, em três de suas temporadas, Asylum aborda a homofobia de forma bastante forte, mostrando alguns dos tratamentos psiquiatricos aplicados na década de 60 para “curar” o que era considerado uma doença. Coven discute fortemente o preconceito racial ao trazer de volta à vida Delphine LaLaurie, famosa pelos crimes cometidos contra seus escravos no século XVIII, e colocá-la diante de um mundo na qual o presidente americano é negro. Freak Show, acima de tudo, lida com o medo do desconhecido.

8. GRANDES HISTÓRIAS DE AMOR: Sim, além do horror, a série traz belíssimas histórias de amor que, normalmente, terminam de forma trágica, já que estamos falando de um gênero que não preza pelo “felizes para sempre”. Em Murder House temos o jovem casal Tate e Violet. Em Asylum, um médico nazista apaixonado pelo demônio e Kit Walker que vive dois amores proibidos – com sua esposa negra e com sua companheira francesa no hospício. Em Coven, o triângulo amoroso macabro entre Madison, Kyle e Zoe além da dupla Fiona e o Axeman. Em Freak Show, o assunto é abordado o tempo todo entre diferentes pessoas, uma vez que a temporada inteira é focada em relações humanas entre pessoas que ainda buscam aceitação pelo quem são. Romeu e Julieta não chegam nem perto das tragédias reservadas para os casais de AHS.

tumblr_ne1xtjdgHn1sttcw0o1_12809. MULHERES PODEROSAS: Uma das principais características de AHS é a força do elenco feminino e seus personagens. Elas são as grandes estrelas de AHS. Em Murder House, temos a intrépida Violet e a incansável Constance. Em Asylum, Lana Winters consegue ofuscar até mesmo as freiras Jude e Mary Eunice. Em Coven, o poder feminino é o que rege a temporada. Em Freak Show, Elsa Mars comanda toda uma cidade de Freaks com sua ambição.

ethel-darling10. KATHY BATES: Uma das atrizes mais brilhantes da história do cinema, Kathy Bates foi a primeira a receber um Oscar por um filme de terror (Louca Obssessão) e é uma das mais brilhantes do gênero. As duas personagens vividas por ela na antologia são absolutamente peculiares e imperdíveis. Em Coven, ela dá vida à mórbida e aterrorizante Delphine LaLaurie, papel que lhe garantiu um Globo de Ouro. Em Freak Show, ela é a Mulher Barbada, Ethel Darling, e sua fragilidade e lealdade são absolutamente comoventes. Mal posso esperar pelo seu papel em Hotel.

livingin_ahs_511. ANGELA BASSET: Mais uma mulher de peso do elenco de AHS. Com uma carreira espetacular nas costas, incluindo o pepl titular na biografia de Tina Turner, Angela Basset está um espetáculo como Marie Laveau em Coven, me deixando absolutamente apaixonada pela cultura haitiana com seu retrato misturando sarcasmo, arrogância e dor no papel desta rainha voodoo. Mas em Freak Show, é impossível tirar os olhos dela quando entra em cena na pele de Desirée. Mais uma presença ilustre de Hotel que eu aguardo ansiosamente.

tat12. SERIAL KILLERS: Absolutamente todas as temporadas até agora trazem ao menos um serial killer à história e todos eles são absolutamente apaixonantes. Cada um com uma história carregada e bem estruturada para torná-los cativantes. Em Murder House, temos Tate Langdon e sua depressão sofrida de angústia adolescente. Em Asylum, Bloody Face é o centro das atenções em sua busca por calor humano. Em Coven, o sedutor Axeman consegue fraquejar os joelhos até mesmo da Suprema. Em Freak Show, temos o passar da tocha de Twisty para Dandy e o processo de escalonagem do rapaz ao tentar se banhar no sangue de suas vítimas.

13. JESSICA LANGE: Se eu precisar listar 100 razões para assistir AHS, 99 delas seriam apenas “Jessica Lange”. Não tem como não ser seduzido por esta mulher. Eu a conheci pessoalmente quando ela veio inaugurar sua exposição de fotos aqui em São Paulo e afirmo com conhecimento de causa: Ela é absolutamente hipnotizante. Ela estourou no cinema como “a loira do King Kong” mas, acreditem, é agora – aos 66 anos de idade – que ela alcançou seu auge. Depois de viver a insuportável Constance em Murder House, o criador de AHS afirmou que passou a escrever cada temporada ao redor do personagem criado para ela e eu, como escritora, entendo perfeitamente a razão. Jessica Lange é capaz de evocar tantas emoções diferentes dentro de um único olhar que é impossível não ficar encantado com o que ela faz. Em Asylum, ela começa como a grande vilã do hospício na pele da sadista freira Jude Martin, e o destino criado para ela é tão cruel que acabamos torcendo por sua personagem apesar de tudo. Em Coven, a deliciosamente cretina Fiona Goode é uma psicopata completa, mas impossível de não se apaixonar. Em Freak Show, ela nos faz ter pela de elsa Mars apesar de tudo que sabemos que ela faz para alcançar seu objetivo. Honestamente, minha maior decepção é saber que ela não retornará ao Hotel, embora ainda haja esperanças de uma pequena participação especial surpresa. Os rumores não param, mas também não foram confirmados.

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Bom, espero que alguns de vocês encontrem aqui razões para descobrir essa série que, a cada temporada, conquista com mais força o público americano, batendo recordes após recordes de audiência. O que eu sei por enquanto é que eu mal posso esperar para a estréia de American Horror Story: Hotel, em outubro, cujos sites especializados prometem que trará, além de grande parte de seu elenco tradicional, como Kathy Bates, Angela Basset, Frances Conroy, Lilly Rabe, Evan Peters, Emma Roberts e Sarah Paulson, trará ainda alguns rostos que fizeram pequenas participações nas temporadas anteriores, como Wes Bentley, Finn Wittrock, Matt Bomer, Michael Chicklis, Grace Gummer e Chlöe Sevigny, além de novos atores que deixaram muita gente curiosa, como Alexander Skarsgard, Donald Sutterland e Michelle Pfeifer. O elenco traz ainda Lady Gaga em seu primeiro papel de destaque para a televisão.

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