True Blood chega ao fim após 7 anos em uma de suas melhores temporadas

Sookie-Bill-640x426True Blood estreou como uma das maiores promessas da Tv e, em suas primeiras temporadas, não decepcionou com suas cenas exageradas de sexo e morte cada vez menos relacionadas à narrativa original da série de livros que inspirou a trama. Fãs apaixonados do romance de Sookie e Bill começaram a desistir de acompanhar e a série – infelizmente – foi perdendo qualidade em narrativas cada vez mais absurdas – até para uma história de vampiros, lobisomens, transmorfos e fadas – alguém aí se lembra de Bill reencarnando uma suposta Deusa Vampira chamada Lilith?

Mas o anúncio oficial de que a sétima temporada seria realmente a última atraiu de volta a tenção dos fãs originais e dos novos, me incluindo nessa lista, e entregou um presente a todos nós com uma sequencia de episódios que evocaram o melhor da série – o início. Como se fechasse um ciclo completo, a temporada final revisitou aquilo que nós mais amávamos em True Blood, o coração da série. Com tantos heróis perdidos pelo caminho, a temporada não poupou alguns sacrifícios dolorosos, especialmente para Sookie, lhe tirando a melhor amiga pela segunda – e definitiva – vez e o único homem com quem Sookie teve a perspectiva de uma vida humana. Isso era necessário para resgatar aquilo que deu origem ao fanatismo dos chamados “Truebie”: A relação deturpada, confusa e sincera de Bill e Sookie.

Mas o que realmente me conquistou foi que, apesar de focada no resgate desta relação, a temporada nos permitiu revisitar todos os personagens que nos conquistaram durante esses anos, dando fechamento a cada um destes “satélites” da trama. Ao final, eu estava torcendo para que Lafayette finalmente encontrasse um pouco de paz, e que Arlene conseguisse superar a perda de Terry. E todas essas respostas foram trabalhadas de uma maneira delicada, cuidadosa e para fã nenhum botar defeito. Ontem, foi ao ar o episódio final da série, chamado “Thank You”, seguindo a tradição de nomear cada episódio com o título da música que o encerra e- acreditem – não poderiam ter feito uma escolha melhor do que essa obra de arte do Led Zeppelin. Seguindo a linha de fechamento de ciclos, o título do episódio final resgata ainda e mensagem deixada pelo elenco no lançamento da temporada, em Junho:

MAS VAMOS FALAR DE FINAIS….

arlene-and-keith

embora não tenha sido abordado nesse episódio final, quero deixar uma menção honrosa aos dois novos casais que foram formados à partir da crise de Hepatite V que assola o universo vampírico ao final da temporada anterior. À beira da morte, Arlene tem um visão alucinógena de Terry pedindo que ela viva e seja feliz, o qual ela assimila ao vampiro que a salva, Keith, e que aceita que a infecção dela resultaria em uma vida sem sexo. Os dois dançam como se estivessem fazendo amor e se apaixonam, o que é lindo, considerando que Arlene começa a série casada com um Serial Killer e ainda assim tendo preconceito com Vampiros.

-e4ea50c2-647f-408b-9a9c-df6c6048636dDo outro lado do espectro, temos Lafayette, que começa a série apaixonado por quem ele nunca pode ter, se envolve com o homem perfeito e acaba assassinando-o e finalmente encontra a paz de espírito na figura de James, o namorado de Jessica. Embora a coisa toda se complique, é o diálogo entre Lafayette e Jessica sobre perdão que os une o bastante para que ela abra mão do namorado para buscar a mesma felicidade que James parece ter encontrado com Lafayette.

Falando em Jessica…

mawwiage-640x426Pra mim, desde a segunda temporada, o casal mais apaixonado da série sempre foram Jessica e Hoyt. Quando ela o trai com Jason e toda a história que desenrola à partir desde momento, culminando em uma das cenas mais tristes – na minha humilde opinião – de toda a série, que é o pedido para que ela se apague da memória dele e sua mudança para o Alasca, me fez chorar que nem criança assistindo Bambi. Sentia falta daquele jeito bobão dele, todo fofo, e fiquei muito feliz que o trouxeram de volta com a morte daquela mãe louca pelas mãos da psicopata Violet. Estava satisfeita em vê-lo feliz ao lado de Bridget, mas o que eles guardaram para o final foi ainda mais espetacular. Na primeira troca de olhares com Jessica, mesmo sem se lembrar de quem ela é, ele se apaixona de novo, como se nunca tivessem se separado. Mesmo com a confissão completa dela, Hoyt decide deixar para trás tudo que vinha construindo ao lado da namorada e encerra o relacionamento para recomeçar ao lado de Jessica, recentemente libertada por Bill, à beira da morte. Como qualquer final de série que se preze, era preciso ter pelo menos um casamento e não poderia ter sido mais sincero do que este. Para dar ao Bill a satisfação de entregar sua “filha” em casamento, Hoyt e Jessica fazem o compromisso de passarem o resto da vida juntos – a DELE, provavelmente – em uma cerimônia não reconhecida legalmente, mas absolutamente linda e realizada por Andy com um dos discursos mais improvisados e lindos da TV culminando em um simples “Love is love” sob os olhares atentos de Jason, padrinho do casal, Sookie, Bill, Arlene e Holly – Minha parte favorita deste finale.

A-final-kiss-640x426Bill, doente e sucumbindo rapidamente por ter sido infectado por uma fada, finalmente consegue convencer Sookie a ajudá-lo. Ele quer que ela use seu poder para matá-lo, libertando ambos daquilo qe os impede de seguir em frente, mas ela se recusa, decidida a jamais aceitar o desejo de morte dele. No entanto, durante o casamento, algo inesperado acontece que a faz mudar de ideia. Enfraquecido, Bill se torna cada vez mais humano, e Sookie consegue – pela primeira vez – ler o pensamento dele, sem seu conhecimento. Com isso, ela entende a motivação dele: Ele a ama tanto, que não pode continuar vivendo, pois sabe que isso a impediria de ter um futuro. Entendendo a extensão do amor e do desespero dele, ela concorda com o pedido e os dois se encontram no cemitério, o qual ela pediu para que cavassem a cova dele, a mesma em que seu caixão vazio foi enterrado durante a Guerra Civil. fdxBill abre o caixão esperando encontrá-lo vazio, mas lá está a foto que tirou com sua filha pequena antes de partir para batalha, fechando mais um ciclo após o casamento de Jessica. Ele se deita no caixão, pronto para partir, e Sookie despede-se prometendo jamais esquecê-lo, reunindo toda a sua luz na palma da mão. Quando ela hesita, Bill se enche de medo, mas ela explica: Assim como todas as pessoas que ela amou e perdeu, como Tara e a avó, e sua família, como Jason, a luz é parte do que ela é, como o próprio Bill sempre será, e ela não vai abrir mão disso. No entanto, honrando sua promessa, Sookie arranja um pedaço afiado de madeira e entra na cova de Bill, sentando-se sobre ele, declarando seu amor e beijando-o uma última vez. Com as mãos unidas, ambos empurram a estaca no peito dele, e Sookie se encontra subitamente sozinha na cova do grande amor de sua vida coberta na poça de sangue que ele se tornou, chorando sua perda em um cena realmente tocante e emocionante.

Tá, mas… E Eric e Pam?

cbtgbEm uma história paralela que jamais chega a cruzar com o núcleo de Bon Temps, apesar de uma breve visita de Eric ao jardim de Sookie, o destino desta dupla supre todas as necessidades cômicas e sanguinolentas que são a marca registrada da série. Após entregar Sookie para salvar Pam da Yakusa, eric faz um rápido plano para se vingar e, ainda por cima, expandir seus negócios: Ele liberta Sarah Newlin pelo túnel que sai do calabouço do Fangtasia. Quando o chefão da máfia japonesa descobre, se enfia no túnel e ordena que seus lacaios matem Pam e Eric… Há! Até parece. Os dois levam um total de 3 segundos para quebrar o pescoço de todos que os cercam. Pam quer ir atrás de Mr. Gun do túnel, mas Eric tem uma ideia melhor – e mais cruel – e incendeia o túnel, queimando vivo seu ex-novo-sócio nos negócios. Os dois seguem caminhos diferentes até o final da noite.
Pam segue Sarah Newlin e a encontra no mesmo Carrosel que Eric levou Willa para transformá-la. Sarah se oferece à Pam para se tornar uma vampira e trabalhar para ela. Pam ri incrédula, especialmente quando Sarah se oferece para virar lésbica e assumir o lugar de Tara na vida da vampira. É aí que Pam surta e quase devora Sarah com a afirmação: “Eu não deixaria você me chupar nem por um bilhão de dólares”. Já Eric vai atrás dos lacaios Yakusa que estão perseguindo Sookie e os desmembra sem que Sookie sequer entenda o barulho que escuta de seu jardim. Aqui então culmina a MELHOR e mais desnecessária cena do episódio – Eric dirigindo de volta para o Fangtasia escutando uma musiquinha de boa que, pra mim, deveria ter sido Flock of Seagulls, dando origem ao melhor GIF da história do seriado.

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UMA VISÃO DE FUTURO

Going-public-640x426Após o sacrifício final de Sookie e Bill, temos vislumbres dos anos que se seguem. Pam e Eric, que não são bobos nem nada, retornam às suas origens, reabrindo o Fangtasia e expandindo os negócios ao assumir o plano da Yakusa, utilizando o sangue de Sarah Newlin com a cura da Hepatite V para lançar uma nova bebida sintética direcionada ao público vampírico e finalizando a crise da doença que se espalha pelo mundo. New Blood é um verdadeira sucesso mundial mas, muito além da bebida, Pam mantém seu plano tortuoso de destruir tudo que resta da não-tão-santa Sra. Newlin: dfdfbcSarah vive agora amarrada no calabouço do Fangtasia em roupinhas sensuais e se torna uma verdadeira Fang Banger: Pam cobra CEM MIL DÓLARES de vampiros por uma mordida de 60 segundos em Sarah, ou seja, a cura completa para a doença. Mais do que isso, a história oficial da dupla para o mundo é de que Sarah nunca foi encontrada, de modo que ninguém mais a procura. Presa, amarrada, subnutrida e mordida todas as noites, a pobrezinha (será?) passa a enlouquecer a aterrorizar a si mesma com alucinações de seu primeiro marido, o ex-reverendo-vampiro-gay-morto Steve Newlin, que a assombra com tiradas idiotas que descreditam qualquer esperança de escape de seu inferno pessoal.

FELIZES PARA SEMPRE

couples-and-families-640x426Enquanto isso, no dia de ação de graças, quatro anos após a morte de Bill, os moradores de Bon Temps se reúnem para jantar no jardim de Sookie que, ao que tudo indica, já não é mais uma Stackhouse. Temos um vislumbra da vida de todos os personagens principais da série felizes e – pelo que parece – finalmente livres dos terrores vampirescos e sobrenaturais que os assombraram nestes 7 anos. Arlene e Keith continuam juntos, assim como Lafayette e James. a_560x375Andy e Holly parecem ter seguido com os planos de casamento e finalmente aceitado o romance entre seus filhos. Jessica e Hoyt continuam felizes como sempre. Bridget, após presentar Jason com a primeira noite sem sexo ao lado de uma mulher de tod aa sua vida, mostra ter domado a fera e os dois chegam carregados de duas crianças e um bebê (que mostra que Jason não perdeu tempo pra fazer 3 filhos em 4 anos). A visita de Sam e Nicole com uma linda menininha também é muito bem recebida por todos, especialmente por um Sookie muito, muito grávida. A face de seu novo amor nunca aparece, mas isso não é importante. O que realmente importa é saber que ela seguiu com a visão de Bill para ela, descobrindo a felicidade de uma vida normal sem deixar que a escuridão dele tomasse conta dela.

NO GERAL…

Foi uma boa forma de terminar a série, terminando todos os ciclos iniciados na primeira temporada e com cuidado para celebrar as grandes relações criadas no decorrer da série. Senti falta de uma despedida maior entre Sookie e Eric, é verdade, mas a contraparte dele sempre foi e sempre será Pam. Nenhum deles é capaz de abrir mão da própria natureza sombria e Eric, ao conversar com Bill, parece compreender isso e se afastar para dar a ela a oportunidade de viver uma vida normal. Fiquei bastante satisfeita com o resultado e, acima de tudo, com a escolha da música final. além de ser Led Zeppelin (precisa de outro argumento?), ser uma mensagem aos fãs e dar o clima perfeito para a cena final, a letra é muito pertinente, murmurando as palavras “If the sun refused to shine, I will still be loving you” (Se o Sol se recusasse a brilhar, eu ainda amaria você) para uma Sookie que finalmente conseguiu abrir mão de Bill Compton.

 

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