A volta dos Mortos Vivos: Review “The Walking Dead” 4×09

Esta semana, The Walking Dead retornou de seu hiato com o episódio “After”, partindo do exato instante em que o grupo deixa a prisão totalmente separados e desesperados, deixando para trás o corpo do já não muito assustador Governador e, é claro, Hershel, o mártir do grupo nessa guerra sem vencedores.

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A última sobrevivente a deixar a prisão é ninguém mais do que a amazona solitária Michonne. Já acostumada a seguir sozinha, ela se prepara para a jornada separando dois Walkers do grupo, arrancando seus braços e mandíbulas para torná-los dóceis e amarrando-os à si própria como escudos contra o exército de Mortos Vivos que agora cercam a prisão.

zombie-herschel-headComo já é de costume na série, o importante é prestarmos atenção aos detalhes e, desde o momento em que se depara com a cabeça de Hershel já zumbificada e totalmente separada do corpo, nota-se uma dor latente nela ao sacrificar o velho companheiro. Claramente, os acontecimentos do dia a feriram. Com o decorrer de seu caminho, incluindo seus flashbacks incrivelmente dolorosos ao momento da crise nervosa que a leva a massacrar todos os mortos que a vinham acompanhando: Michonne não deseja mais a solidão e está profundamente afetada pelo silêncio que a cerca.

Diferente da HQ, esta versão de Michonne perdeu um filho durante o início do apocalipse. Ainda não foi confirmada a causa da morte da criança mas, somando uma conversa entre ela e Andrea na qual afirma que seus “animais de estimação” iniciais eram monstros mesmo antes da transformação aos sonhos/lembranças exibidos durante este episódio na qual é confirmado que seus dois zumbis eram seu namorado/marido e um amigo dele, presume-se que tenha sido o próprio pai da criança o responsável por sua morte. Minha teoria é de que o pai mata o filho para poupá-lo das dores do mundo pós-infecção.

Enquanto isso, alguns quilômetros adiante, Carl e Rick seguem sozinhos. Carl está inconformado com as falhas do pai que levaram ao ataque do Governador e Rick, tendo tomado um tiro na perna, luta com uma evidente infecção. Não bastando os desafios físicos que enfrentam, como a fraqueza de Rick e a ausência de suprimentos e munição, os dois ainda travam uma batalha pessoal: Rick trata Carl como uma criança e o garoto quer o reconhecimento de que já conquistou o respeito do pai como um adulto capaz de sobreviver e proteger a ambos enquanto Rick se recupera.

The-Walking-Dead-4x09-recensione-After-SPOILEREle é a grande estrela do episódio, intercalando momentos de extrema bravura e capacidade, como o afastamento dos zumbis que se agarram à porta da casa na qual Rick, inconsciente, dorme, com momentos de completa infantilidade típica da arrogância pré-adolescente, como o encontro com o zumbi que lhe rouba o sapato. Mas a cena em que este contraste mais se evidencia é vermos Carl, com o chapéu de xerife na cabeça e um pé descalço sentado no telhado comendo a maior lata de pudim de chocolate da história escondido do pai, sem querer compartilhar este achado, este tesouro.

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As discussões que carl trava com o corpo desmaiado de Rick também foram grandes oportunidades para o jovem ator Chandlers Riggs mostrar o quanto cresceu nestes quatro anos, misturando emoções conflitantes de forma espetacular: Enquanto tenta achar as palavras para provar-se capaz de sobreviver sozinho no caso da morte do pai, sua expressão facial mostra o medo e o desespero do personagem. Em seu discurso de independência, Carl implora ao pai que acorde e volte a ser o líder que deveria ter sido na prisão, o homem que os conduziu até aquele ponto e garantiu a sobrevivência deles até ali.

Com uma direção e uma fotografia espetaculares, o momento em que Rick acorda, ofegante e com moviments limitados, fazendo Carl acreditar, na escuridão da casa, que o pai transformou-se, é uma das cenas mais bem executadas do episódio, evocando uma reação absolutamente brilhante de Carl ao concluir-se incapaz de atirar no pai e entregando-se à possibilidade da morte. E neste momento que Carl perdoa os erros de Rick e encontra em seu próprio desapego a capacidade de deixar para trás as falhas do pai, aceitando-o como ser humano, falho, ao invés do herói que desejava que ele fosse.

Embora o reencontro de Carl e Rick com Michonne não demonstre as ramificações emocionais, a risada de Rick ao descobrir a imagem da amiga pelo olho mágico demonstra a importância das relações criadas durante o tempo compartilhado na prisão. Eu só torço para que Michonne tenha conseguido resgatar o sapato de Carl no caminho, pois seria um belo presente de boas vindas!

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