American Horror Story está oficialmente de volta

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“The bitch is back!” talvez seja a melhor forma de descrever o retorno da mini-série que coloca sua espetacular protagonista na pele de Jessica Lange. Diferente das personagens encarnadas pela atriz nas temporadas anteriores, Fiona é sensual, forte, engraçada e muito, mas muito poderosa. Com recordes de audiência, a terceira temporada, denominada “Coven”, estréia em altíssimo nível e deixa fanáticos como eu salivando pelo próximo episódio.

Vamos conhecer os personagens apresentados no primeiro episódio, “Bitchcraft”:

ZOE BENSON (Taissa Farmiga) descobre no pior momento possível que possui uma habilidade nada agradável: Ela mata rapazes com sua vagina. Parece um absurdo, mas é exatamente isso. Ao perder a virgindade com seu namorado, ele morre transbordando sangue por todos os orifícios. Só então sua mãe decide revelar que ela é uma bruxa e a envia para a Academia Miss Robichaux para Jovens Meninas Excepcionais, uma escola para jovens bruxas aprenderem a controlar seus poderes em New Orleans sob o comando de…

CORDELIA FOXX (Sarah Paulson), uma bruxa jovem que utiliza a fachada da escola particular para ensinar jovens meninas a se esconderem do resto do mundo para preservar suas vidas. Além de um conturbado relacionamento com a mãe, Cordelia demonstra um interesse muito maior em seus estudos botânicos do que seus reais poderes, ainda desconhecidos.

SPALDING (Denis O’Hare) é um mordomo de Cordelia e serve as meninas da escola, que ainda são muito poucas. Os rumores entre as meninas é de que Spalding teve sua língua arrancada e por esta razão nunca pronuncia uma única palavra, mas certamente existe muito mais por trás da sua aparência derrotada.

MISTY DAY (Lily Rabe) está em todos os jornais como o mais recente caso de execução em fogueira após demonstrar acidentalmente em público a habilidade de trazer os mortos de volta à vida. Sua perseguição e execução é o que faz Cordelia perceber a necessidade de esconderem seus poderes do resto do mundo.

MYRTLE SNOW (Francis Conroy) parece a Rita Lee nesta temporada, mas pouco sabemos sobre a sua importância para a escola. Tudo que sabemos até o momento é que ela é responsável por guiar Zoe da casa de seus pais à porta da escola e sua habilidade de desaparecer de vista em instantes. Certamente apenas arranhamos a superfície  da personagem.

NAN (Jamie Brewer) é uma das alunas de Cordelia com o poder de precognição. Apesar de possuir uma deficiência genética, Fiona (A bruxa Suprema desta geração) a considera a mais inteligente entre todas as aprendizes e acaba sendo a responsável por trazer de volta à superfície um monstro à muito enterrado.

QUEENIE (Gabourey Sidibe) é outra das alunas e sua habilidade consiste em ser uma boneca de Voodoo ambulante. Ferindo o próprio corpo, Queenie é capaz de ferir a quem mais desejar e seu temperamento não é exatamente dos mais calmos.

MADISON MONTGOMERY (Emma Roberts) é uma atriz em ascensão que possui o poder da Telecinese, sendo capaz de mover qualquer objeto apenas com o poder da mente e não parece ter muita consciência pesada sobre ferir outros com seu poder, tendo ido parar na escola após assassinar o diretor de um de seus filmes com um holofote ao receber uma crítica durante as filmagens. Sarcástica, folgada e metida à besta, Madison logo traz Zoe para o seu lado como aliada.

FIONA GOODE (Jessica Lange) é uma milionária com vício em cocaína e um desejo doentio pela juventude e imortalidade. Além de utilizar o dinheiro do falecido marido para financiar a pesquisa de drogas que a permita atrasar os efeitos do envelhecimento, Fiona encontra sua possível resposta ao lado de Nan, ao desenterrar ainda viva uma das figuras históricas mais macabras do século XVIII:

MADAME DELPHINE LALAURIE (Kathy Bates) Uma mulher poderosa que encontra um sádico prazer em torturar seus escravos e roubar-lhes os órgão para utilizá-los em uma mistura que supostamente rejuvenesceria sua pele. Delphine transforma um de seus escravos em um minotauro ao costurar a cabela de um touro sobre a dele sem imaginar que o rapaz era amante de uma verdadeira rainha do Voodoo e, em sua vingança, esta poderosa bruxa consegue dar vida eterna à Madame e enterrá-la no quintal até que Fiona e Nan a encontram nos dias atuais. O que não sabem ainda é que Delphine LaLaurie não veio do passado sozinha, tendo sido acompanhada por sua carcereira:

MARIE LAVEAU (Angela Basset), depois de conseguir vingança por seu amante, permanece jovem e ativa até os dias de hoje, oferecendo tratamentos estéticos à madames ricas da Georgia. É assim que Fiona cruzará seu caminho, em busca de imortalidade e juventude.

Por fim, temos KYLE SPENCER (Evan Peters), um estudante universitário que fica completamente encantado com Zoe mas acaba sendo morto quando Madison, em um acesso de fúria após ter sido drogada e estuprada por inúmeros amigos dele, utiliza seus poderes para capotar o ônibus do rapazes enquanto escapavam do local. Sua morte faz com que Zoe abrace seus poderes e termine o serviço de Madison ao tirar a vida do rapaz responsável pelo estupro enquanto ele se recupera no hospital.

O primeiro episódio nos mostra um enorme potencial estético e histórico para os próximos 12 capítulos desta história. A química entre Evan Peters e Taissa Farmiga continua espetacular, evocando o sentimento de “amor condenado” que os circulava na primeira temporada. Emma Roberts é um tanto irritante mas essa qualidade é totalmente cabível em sua personagem, uma menina mimada que não sabe escutar um não. Outra dinâmica maravilhosamente explorada é entre Jessica Lange e Sarah Paulson. De amigas íntimas à inimigas mortais à mãe e filha, não importa a relação das duas, tê-las juntas em cena sempre engrandece o roteiro e estabelece o clima da história a ser contada. Jamie Brewer é uma atriz talentosíssima que utiliza a seu favor sua deficiência genética, tornando seus personagens sempre mais densos e intrigantes.

Não preciso nem mencionar que ter Kathy Bates em cena é um presente dos Deuses, né? Eu já a considerava uma vilã fora de série por seu papel como Annie Wilkes em “Misery” (Louca Obsessão) mas como Delphine LaLaurie ela consegue nos deixar com ódio, medo e admiração em apenas 3 minutos de abertura da série. Seu monólogo sobre o minotauro enquanto caminha quase saltitante entre os horrores que realizou com seus escravos é uma das cenas mais fortes que eu já vi na TV e apenas uma atriz do porte de Kathy Bates seria capaz de fazer isso com maestria.

Taissa Farmiga mostra também muita evolução como atriz, arriscando-se muito mais em cenas que misturam o erotismo com sangue e morte. Para uma menina tão jovem, o papel de Zoe certamente não é uma tarefa fácil mas certamente será um prazer assisti-la crescendo dentro da tela e explorando o seu poder à medida em que explora a própria sexualidade.

Aí temos Jessica Lange na pele de Fiona Goode. Não tem palavras para descrever Jessica Lange. Talentosa como só ela, conseguiu se desvencilhar da imagem decadente da freira Jude da temporada anterior em segundos com seu caminhar felino de devoradora de homens dentro de um vestido fino e salto alto. Toda a seqüência dela em Los Angeles, entupindo o nariz de cocaína e seduzindo o médico é digna de cinema. Mal posso esperar para ver desenrolar sua relação com Kathy Bates…

Outra característica exemplar do episódio é sua trilha sonora, repleta de clássicos que realmente ambientam intenções e desejos ocultos das fortes protagonistas da temporada, com destaque especial para “In a Gadda Da Vida” da banda Iron Butterfly. Espetacular!

E vocês, o que acharam deste primeiro episódio? E o que esperam do que está por vir?

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