Segundo episódio de Glee: Mais Carrie do que Beatles

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Em contagem regressiva para o episódio tributo a Cory Monteith, foi ao ar o segundo episódio da temporada, ainda homenageando os Beatles. Pessoalmente, não achei muito feliz essa segunda parte no aspecto musical e o lado da história em Lima também me pareceu fraca demais. Simpatizei muito com os comentários aleatórios de Sue Silvester no decorrer da trama. Por exemplo: A indicação de Tina à Prom Queen é completamente inexplicável. Nem mesmo dentro do Glee as pessoas a valorizam, como diabos o resto dos alunos lembrou dela na hora da indicação? Mas tudo bem, licença poética, certo?

Honestamente, achei que toda a sequencia da festa foi uma homenagem melhor à Carrie do que aos Beatles. Achei pavorosa a versão de “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band” com Unique naquela peruca meio acaju, Marley com cara de quem tomou uma bala meia hora antes de subir no palco, Ryder com a franjinha penteada para baixo emulando o corte dos anos 60 e aquele monte de poliéster colorido passando pelo palco em uma coreografia desordenada? Achei péssimo! Um porre! Fizeram aquilo só pra Marley ter 2 minutos de aparição em tela, né? Honestamente…

A paixonite do Sam pela enfermeira incompetente da escola também me deu no saco! Legal eles apostarem em uma atriz mais gordinha, mas passaram tempo demais nessa enrolação e desperdiçaram nela a melhor música do mundo, “Something” quando podiam ter usado o nome da enfermeira (Penny) para um abordagem mais direta com “Penny Lane”…

Tina, cada vez mais irritante, deixa sua suposta popularidade lhe subir à cabeça e vira uma Diva completa, sendo uma escrotinha nojenta com os amigos e ainda faz Kitty receber uma lição de moral por algo que sequer foi culpa dela. Como já era de se esperar, Tina ganha a coroa ao lado do drogado da turma, e a nova Cheerio do mal, Bree, resolve ensinar uma lição à Tina e ao resto do pessoal do Glee ao arquitetar uma humilhação pública total e previsivelmente inspirada pela versão cinematográfica de Carrie dirigida por De Palma. Este momento foi executado com perfeição, desde a ansiedade de Dottie com a corda na mão, a pressão de Bree sobre ela, a realização tardia de Kitty do que estava acontecendo, do banho de sangue (tá, de raspadinha vermelha) sobre as rosas brancas de Tina, o balançar do balde despencando sobre a cabeça do “Rei”, desmaiando-o, a visão dividida de Tina sobre os risos do público… Dos movimentos de câmera à dramaticidade da edição de cena, a homenagem ao filme foi executada quase à perfeição!

Aí eles estragam tudo com o momento “Trem da Alegria” e, cantarolando Hey Jude, todo o clube se une e Kitty oferece seu vestido para Tina poder receber sua coroa, entrando no salão de legging e camiseta. Tenho dois problemas com essa cena:

1. Na boa, o vestido de Kitty JAMAIS caberia em Tina, que está cada dia mais gorduchinha.

2. Elas estavam cercadas de vestidos e outros figurinos. Por que Kitty precisou ceder o seu? E por que vestir aquela roupinha sem graça depois de ceder? Pelo menos um dos vestidos das regionais dava pra disfarçar melhor…

Aí temos o núcleo em NY…

Mesmo completamente apaixonado pelo seu trabalho e tendo virado BFF de sua chefe, Kurt abandona seu estágio na Vogue e vira garçom na mesma lanchonete dançante de Rachel e Santana. Não faz sentido algum, eu sei!

A pessoa mais neurótica do mundo precisou apenas de uma rápida musiquinha dos Beatles com seu BFF gay para reencontrar sua auto confiança, destruída e convencida de que não conseguiu o papel de Fanny Bryce em Funny Girl. Tenho inveja de quem consegue superar as coisas tão facilmente assim…

Enquanto isso, Naya Rivera realmente brilhou no episódio ao lado da recém chegada Demi Lovato, com seus bracinhos gorduchos escondidos debaixo de um bolero e deixando a femme fatale completamente desnorteada, tanto com sua atitude direta quanto com a melhor performance do episódio, compartilhando uma deliciosa releitura de “Here Comes the Sun” que culmina no primeiro beijo, super delicado, entre as duas. Pra mim, foi a história mais interessante de todo o episódio.

Para terminar em um espírito de alegria com uma versão de “Let it Be” que viaja entre os dois universos de Glee, Rachel recebe o diretor de Funny Girl como cliente na lanchonete (o cara do Crepúsculo que era casado com a Kelly de Barrados no Baile, sabe? Nunca lembro o nome dele…) e recebe a notícia de que conseguiu o papel.

No geral, um episódio fraquinho e uma verdadeira injustiça com o público ao terminar de forma tão alegre, uma vez que todos nós sabemos bem que o terceiro episódio trará apenas lágrimas e muita tristeza aos personagens, aos atores e equipe e ao público ao trazer o destino fatal de Finn como trama central.

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