Rock N’ Roll

Para mim o dia mundial do Rock significa muitas coisas. Lembranças de quando, ainda muito jovem comemorava aquilo como um aniversário, ou o show que fiz com a minha então banda “Any Colour” no Café Piu-Piu. Um presente em que eu curto muito do estilo Rock N’ Roll no dia-a-dia. Não que eu seja um junkie com nariz platinado, ou seda nos meus bolsos. Mais naquela coisa um pouco muito irresponsável e hedonista. E um futuro em que esse dia signifique, obrigatoriamente, um show da Tres Doses em algum lugar bacana.

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No final das contas o Rock N’ Roll é algo extremamente livre. Em todos os sentidos. O importante é a transgressão. Isso sim define o Rock N’ Roll. Aquela centelha que nos faz correr atrás de algo, intrinsicamente, estúpido, mas ainda assim extremamente prazeroso, gratificante.

O Rock N’ Roll é sobre troca. Musical, pessoal, afetiva. Ele não é solitário, precisa de outros, precisa da reação para sua ação. Ele é velho. Mas ele é esperto. Se disfarça em embalagens imperceptíveis que pressupõe sagacidade para descobrir. O Rock N’ Roll não é engessado. Aquilo que parece visual ou sonoramente, em geral, não é Rock N’ Roll.

É música sexual. De quem gosta de transar. Seja de forma introspectiva ou aberta. Com os próprios pensamentos, com outro, com outros, com um monte. Separadamente ou ao mesmo tempo. No claro, nunca no escuro, escondido. De roupa, só se for rápido e/ou proibido. Aí sim.

Transgrida. Sempre. 

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