“Sherlock” coloca “Elementary” no chinelo

fu6lHO Bruno assistiu a primeira temporada completa e gostou. Eu desisti no piloto e, a pedido dele, acompanhei o final da série, com a revelação da identidade de Moriarty e do destino de Irene Adler. Cantei a bola de 75% do que ia acontecer, o que já seria broxante em qualquer seriado mas, se tratando de Sherlock Holmes, beira a depressão. Acho a série muito comercial. A construção do personagem de Watson como uma mulher, por exemplo, não passa de um recurso para criar um romance platônico que inspire a audiência a torcer pelo beijo final.

Sei que a versão literária de Holmes teve muitos autores após a morte de Conan Doyle, o que deu espaço para diversas releituras dos personagens centrais, mas achei um exagero a dependência de Holmes pela “namorada” morta Irene Adler e, honestamente, a identidade de Moriarty bastante decepcionante. Não sei em que pé está a série aqui no Brasil, então vou me restringir a estes comentários mais generalizados e evitar possíveis spoilers.

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A versão inglesa, intitulada apenas como “Sherlock”, por outro lado, me conquistou nos primeiros 10 minutos do piloto. Fiquei completamente obcecada e assisti as duas temporadas já exibidas em menos de uma semana. Cada temporada possui apenas 3 episódios e, assim como sua irmã americana, foi trazida para os tempos atuais, mas de uma forma mais fiel à proposta original das novelas de Sir. Arthur Conan Doyle. Na realidade, pelo menos três dos episódios são diretamente inspirados por suas novelas originais, como “Um Estudo em Vermelho” e “O Cão dos Baskerville”.

A construção dos personagens de Holmes e Watson, bem como sua relação co-dependente, é bastante interessante. Todos os sentimentos de Watson passeiam da admiração ao desprezo enquanto Holmes parece racional demais para compreender o nível da amizade que compartilha com o veterano de guerra.

A relação de Holmes com Irene Adler também é explorada de uma forma bastante sedutora, criando entre os dois um laço entre o desafio de duas mentes brilhantes, a admiração de dois competidores e uma certa obsessão quase sexual entre ambos. Já o personagem de Moriarty é espetacular. O ator consegue abranger todos os tipos de emoções nas expressões faciais, mudando completamente suas feições entre cenas, e sua paixão pelo intelecto de Holmes é simplesmente assustadora. A relação dos dois é comparável à de Batman com o Coringa.

Para quem gosta de mistérios fáceis de resolver e um bom romance, recomendo a versão americana. Já para aqueles que buscam um pouco mais de desafio, recomendo a versão inglesa. De qualquer forma, recomendo a leitura dos livros que, certamente, vão dar um charme ainda mais exótico ao investigador mais famoso do mundo.

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