Jam Session

Bruno PG 2013-03-15

Esse fim-de-semana passado fiz meu primeiro show solo. A Tres Doses continua firme e forte, não se preocupem! Mas foi a oportunidade de abraçar uma outra série de influências minhas. Não confunda: eu odeio a palavra eclético. Quem é eclético não é porra nenhuma, não gosta de nada.

Eu tenho diversas influências musicais. Posso dizer com certeza que todas abraçam a tríade Blues, Folk e Rock N’ Roll. A espontaniedade do primeiro, a liricidade do segundo e a liberdade do terceiro formam um combustível espetacular. Não é à toa o meu gosto por Led Zeppelin, The Black Crowes, The Rolling Stones, etc…

Descobri, com o tempo, diversos parceiros musicais. Pessoas que abraçam esses meus diferentes gostos, as tais intersecções em que a troca é intensa. Aquele pequeno e breve momento em que se entende perfeitamente no silêncio do momento; na simples audição de algo espetacular.

Meus companheiros de banda, Gale e Pedro, dividem comigo o amor pelo peso, pela transgressão sonora de um bom riff, de uma bateria totalmente quebrada e as possibilidades que isso permite. Posso lembrar de inúmeros momentos em que demos risada da complexidade e surpresa ao ouvir Led Zeppelin, The Who, Queens Of The Stone Age, Them Crooked Vultures, The Black Crowes, Metallica, The Faces, etc. Quando compomos os arranjos fluem naturalmente. Parece que a música estava esperando para nascer (Ontem terminamos uma nova, espetacular!).

Tenho 2 amigos, Enrico e Dino, com quem tenho dividido às 4as feiras, no Gillan’s Inn, meu amor pelo blues. O prazer de ouvir os gritos de dor de guitarras que não precisam de mais do que 5 notas para nos explicar o que é isso de verdade. Regado a Jack Daniel’s e Guinness, passamos horas ouvindo as pessoas subirem lá e mostrarem o seu blues. Dino e eu participamos sempre. Enrico e sua gaita, em questão de tempo.

O carinho pelo rock nacional dos anos 70, a psicodelia e a verdadeira música negra americana ganhou um amigo recente: Babu Sucata. Já dividia isso com o Rangel e Cláudio (vocalista e tecladista da ótima Bailen Putos!), mas descobri que o Babu é desses também. Que fica de pau duro ao ouvir a linha de baixo de “Amor” do Secos & Molhados. E só, como se fosse possível.

O rock progressivo e seus intricados arranjos clássicos e, contraditoriamente, ao mesmo tempo jazzísticos, são sempre motivo para longas conversas com o André Lungov. Um dos meus amigos mais antigos e que me apresentou toda essa nova faceta. Me tirou do metal e me colocou no caminho certo.

Não posso esconder que meu amor pelas viagens espaciais de um Pink floyd e pelas letras, das mais doídas às mais felizes, divido com a Nina. Nossa intersecção se dá nas músicas com storytelling, ainda que elas sejam instrumentais, mas é realmente forte nas músicas que falam de dor; somos eternos românticos de um tempo que não vivemos.

“I wish I had a river I could skate away on”

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